C R I S T A L I N O

Segunda-feira, Março 31, 2003

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Domingo, Março 30, 2003

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Sexta-feira, Março 28, 2003

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Quarta-feira, Março 26, 2003





FENG-SHUI: A FILOSOFIA CHINESA DO CUIDADO


Queremos apresentar um tópico importante da visão chinesa do mundo, que vem sob o nome de Feng-shui. Nas suas múltiplas facetas, o Feng-shui representa uma síntese acabada do cuidado, concretizado na forma como se organiza o jardim e a casa humana e postulando nível de justa medida e de integração dos elementos presentes com o raramente se conhece nas culturas históricas. Podemos até dizer que os chineses são para o Oriente aquilo que os gregos foram para o Ocidente: os incansáveis buscadores do equilíbrio dinâmico em todas as coisas. Daí se deriva a crescente relevância que o Feng-shui está conquistando no mundo inteiro.

O supremo ideal da tradição chinesa que encontrou no taoísmo sua melhor expressão, representada por Lao-tse (do VI-V século aC) e por Chuang-tsu (século V-IV aC), consiste em procurar a unidade mediante um processo de integração das diferenças, especialmente das conhecidas polaridades de yin/yang, masculino/feminino, espaço/tempo, celestial/terrenal entre outras. O Tão representa essa integração, realidade inefável com a qual a pessoa busca se unir.

Tao significa caminho e método, mas também a energia misteriosa e secreta que produz todos os caminhos e projeta todos os métodos. Ele é inexprimível em palavras, diante dele vale o nobre silêncio. Faz-se presente em todas as coisas como princípio imanente de sentido. Subjaz no yin e no yang e através deles se manifesta. O ideal humano é chegar a uma união tão profunda com o Tao que se produza o satori, a iluminação. Essa união nos confere a imortalidade e a eternidade. Para os taoístas o bem supremo não se dá no além-morte como para os cristãos, mas ainda no tempo e na história, mediante uma experiência de não-dualidade e de integração no Tao. Ao morrer a pessoa se uni-fica com o Tao.

Para se alcançar esta união, faz-se imprescindível a sintonia com a energia vital que perpassa o céu e a terra, o chi. Chi é intraduzível, mas equivale ao ruah dos judeus, ao pneuma dos gregos, ao spiritus do latino e ao axé dos yoruba/nagô, expressões que designam o sopro universal, a energia suprema e cósmica.

È por força do chi que todas as coisas se transformam (veja o livro I Ching, o livro das mutações) e se mantêm permanentemente em processo. Flui no ser humano através dos meridianos da acupuntura. Circula na terra pelas veias telúricas subterrâneas, compostas pelos campos eletromagnéticos distribuídos ao longo de meridianos da acupuntura que entrecruzam a superfície terrestre. Quando o chi se expande, significa vida, quando se retrai, morte. Quando ganha peso, apresenta-se como matéria, quando se torna sutil, como espírito. A natureza é a combinação sábia dos vários estados do Chi, desde os mais pesados até os mais leves.

O chi assume a forma dos dois animais arquetípicos da cultura,chinesa, o tigre e o dragão. Eles significam a racionalidade e o masculino (tigre), a emoção e o feminino (dragão). Quando se encontram num determinado lugar, surge uma paisagem aprazível com brisas suaves e águas cristalinas, montanhas sinuosas e vales verdejantes. È um convite para o ser humano instalar aí sua morada.

A visão chinesa do mundo privilegia o espaço, á diferença do Ocidente que privilegia o tempo. O espaço para o taoísmo é o lugar do encontro, do convívio, das interações de todos com todos, pois todos são portadores de energia chi que impregna o espaço. A suprema expressão do espaço se realiza na casa e no jardim. Mesmo na forma de miniatura, eles constituem um resumo do universo, a harmonização dos elementos, o encontro sinfônico das polaridades.

Se o ser humano quiser ser feliz, deve desenvolver a topofilia, o amor ao lugar onde mora e onde constrói seu jardim. O Feng-shui é a arte e técnica de bem constuir a casa e o jardim.

Que é, pois, o Feng-shui? Literalmente significa ¿vento e água¿. Originalmente era o sábio que, a partir de sua observação da natureza e da fina sintonia com o chi, fornecia as indicações ideais para monta a casa e o jardim.

Beatriz Bartoly, uma das melhores conhecedoras desta filosofia no Brasil, escreve que ¿o Feng-shui nos remete para uma forma de zelo carinhoso ¿ nós diríamos cuidadoso e terno ¿ como banal de nossa existência e menosprezado: cuidar das plantas, dos animais, arrumar a casa, cuidar da limpeza, da manutenção dos aposentos, preparar os alimentos, ornamentar o cotidiano com prosaica, e, ao mesmo tempo, majestosa beleza da natureza. Porém mais do que as construções e as obras humanas é a sua condita e a sua ação que é alvo maior desta filosofia de vida, pois mais do que os resultados, o Feng-shui visa o processo. É o exercício de embelezamento que importa, mais do que o belo cenário que se alcança através dele. O valor está na ação e na construção, na conduta e na obra¿.

Como se depreende, a filosofia Feng-shui visa antes o sujeito que o objeto, mais a pessoa do que ambiente e a cas em si. A pessoa precisa envolver-se no processo, desenvolver a percepção do ambiente, captar os fluxos energéticos e os ritmos da natureza. Deve assumir uma condita em harmonia com os outros, com o cosmos e com os processos rítmicos da natureza. Quando tiver criado essa ecologia, está capacitado para organizar, com sucesso, sua ecologia exterior

Mais que uma ciência e arte, o Feng-shui é fundamentalmente uma ética ecológico-cósmica de como cuidar da correta distribuição do chi em nosso ambiente inteiro.

Face ao desmantelamento do cuidado e à grave crise ecológica atual, a milenar sabedoria do Feng-shui nos ajuda a refazer a aliança de simpatia e de amor para com a natureza. Essa conduta reconstrói a morada humana assentada sobre o cuidado e as suas múltiplas ressonâncias


Livro Saber Cuidar
Autor: Leonardo Boff

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Terça-feira, Março 25, 2003

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Domingo, Março 23, 2003

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Sexta-feira, Março 21, 2003





Diz a lenda...

A história do chá começa na China, há mais de 5 mil anos ¿e isso é certo. Mas os chineses, que apreciam o sabor das lendas, têm uma delas para explicar a sua origem. Eles contam que, naqueles tempos, vivia um jovem imperador, Shen Nong, que era amante das ciências. De tanto observar a natureza e o mundo ao seu redor, chegou à seguinte conclusão: era preciso ferver a água antes de bebê-la, como medida de precaução.
Em um verão, durante uma viagem com sua corte, Shen Nong resolveu parar para um descanso ao ar livre. Para matar a sede dos viajantes, os servos logo trataram de ferver a água que carregavam consigo. E foi então que algumas folhas secas, de um arbusto ali perto, caíram bem dentro do recipiente onde a aqueciam. Elas logo deixaram o líquido com uma cor dourada.
Aborrecidos por causa do incidente, os servos já iam jogando a infusão fora quando o curioso Shen Nong viu aquilo e pediu para experimentá-la. Depois de alguns goles, ele sorriu e contou ao grupo que era a bebida mais refrescante que jamais conhecera. Assim, diz a lenda, teria surgido o chá.

O primeiríssimo livro sobre a bebida, porém, só apareceu em 800 A. C. , também na China. Foi escrito por Lu Yu, um jovem orfão que cresceu em um templo budista, criado pelos monges. Até hoje, essa obra, chamada Ch´a Ching, é uma das principais referências quando se quer esmiuçar as origens remotas do chá.




O jeito certo de preparar

Existem alguns truques para extrair do chá todo o aroma e o sabor ¿ e todos os seus benefícios também. O primeiro deles é nunca despejar o líquido em uma xícara ou em um bule que não tenha sido aquecido previamente. Derrame um pouco de água bem quente no recipiente e deixe-a ali por alguns instantes.
No preparo da bebida em si, use água fresquíssima ¿ ou seja, não vale pegar aquela que está na garrafa há horas. E, claro, ela deve ser filtrada. Se sentir que está com um gosto estranho, de cloro por exemplo, então prefira usar água mineral, que no caso não é a ideal, mas...

Leve a água ao fogo, mas tire-a de lá assim que começar a ferver ¿ isso mesmo, não perca um segundo sequer. A ebulição altera o sabor da água e, conseqüentemente afetará o gosto do chá.
Finalmente, derrame a água sobre as folhas de chá ou sobre o tradicional saquinho. Espere de 3 a 5 minutos, no caso do chá preto.

Atenção: para preparar um bom chá verde, não espere a água nem sequer ferver. Tire-a de chama quando estiver quase lá, digamos. E, no caso, o tempo de infusão é menor ¿ de 1 a 3 minutos.




Por que o chá verde faz tão bem

Reduz o colesterol, é antiinflamatório, normaliza a função da tiróide, é anticancerígeno. Ufa! A lista de benefícios enorme. Não é à toa que ele é o preferido dos orientais, milenares consumidores do líquido. Estudos comprovam que ele é um poderoso antioxidante, cem vezes mais eficaz no combate aos radicais livres do que a vitamina C. Por isso seu consumo diário ajuda a reduzir as chances de derrames e infartos, além de retardar o envelhecimento. A planta também está carregada de substâncias que ativam o sistema imunológico, protegendo contra infecções. Por ser rica em flúor ela protege os dentes. Pesquisas mostram que uma única xícara por dia basta para reduzir pela metade o risco de cáries em crianças.

Mas seu efeito mais badalado, sem dúvida, é o de combater o câncer. O benefício se deve a uma substância conhecida como EGCG, que barra a enzima quinol-oxidase, estimulante do crescimento das células malignas. Assim, a bebida evita o agravamento de tumores de pele, impede o surgimento de células cancerosas no estômago e evita metástases no pulmão. No Japão a incidência de câncer de mama é 25% menor nas mulheres que tomam quatro ou mais xícaras de chá verde diariamente.
Para prevenir a doença, os cientistas recomendam beber um litro do chá diariamente, o que equivale mais ou menos a 6 ou 7 xícaras. Mas atenção: abusar da bebida não aumenta os benefícios. Muito pelo contrário. Exagerar na dose pode inibir as enzimas antioxidantes naturais do organismo, levando o benefício literalmente por água abaixo.

(Revista Saúde)
Por Lúcia Helena de Oliveira ¿ Foto Fábio Mangabeira
Por Lúcia Helena de Oliveira ¿ Foto Domingues
Por Gabriela Cupani ¿ Foto Fernando Gardinalli


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Quinta-feira, Março 20, 2003

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Quarta-feira, Março 19, 2003





Você Sabe comemorar seu Aniversário?

Dizem que, antes do nosso aniversário, mergulhamos no nosso inferno astral e que tudo parece que não dá certo. Acreditando nisso, você se predispõe para que as coisas não dêem certo mesmo. Mas haverá de ser sempre assim? Afinal, o aniversário é o dia em que você comemora o seu nascimento. E é um sinal inequívoco de Deus ter-lhe dado a vida, que é um presente de valor inestimável e que você deve aprender a estimar e conversar.

Portanto, você pode e deve fazer de seu aniversário uma data extremamente favorável. Veja abaixo algumas dicas:

Um mês antes, comece a preparar-se interiormente. Todos os dias, agradeça por um minuto a vida que recebeu e diga a si mesmo que o seu nascimento é algo sagrado, que você sabe reverenciar com o uma dádiva.

Uma semana antes, durante cinco minutos, intensifique essa preparação, fazendo sua oração favorita diariamente e pedindo proteção especial para você. Lembre-se de que há pessoas que dependem de você e que, portanto, você deve estar especialmente protegido para, por sua vez, proteger essas pessoas.

Na véspera, faça uma meditação sobre o seu nascimento, a importância de estar vivo, e faça também uma lista de tudo o que conquistou até agora. E agradeça sempre.

No dia do seu aniversário, distancie-se de coisas negativas e afaste-se devidamente de quem você não gosta. Preencha esse dia com algo que lhe dê um prazer genuíno, seja lá como for.

Nesse dia, dê a você um presente, por mais simples que seja, que não precisa ser um objeto.Pode ser algo que você se permita fazer e que nunca teve coragem de faze-lo.

Faça uma boa ação, que pode ser para alguém muito próximo. Isso é mais difícil que fazer uma boa ação a um estranho, porém é mais gratificante quando você percebe que conseguiu!

Nunca diga coisa do tipo: Não quero festa! (Claro que você quer. Mas tem fantasias de rejeição, achando que todos vão esquecer e, assim, antecipa-se dizendo que não quer nada). Pelo contrário, se não fizerem festa, faça-a você mesmo e convide seus amigos. Comemore essa data com auto-respeito e alegria. O resultado irá surpreende-lo

Anita Moraes.

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Domingo, Março 16, 2003





O Greenpeace se opõe à guerra contra o Iraque e irá fazer campanha para impedi-la. Nós continuaremos nos opondo, mesmo que o ataque seja aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Greenpeace se opõe à guerra porque:

Ela teria consequências desastrosas para a população e o meio ambiente
A guerra não é uma maneira eficaz de lidar com as armas de destruição em massa
Bush está, claramente, tentando obter o controle das reservas iraquianas de petróleo
Uma "guerra preventiva", sem o apoio do Conselho de Segurança da ONU, é ilegal
É hipocrisia querer atacar o Iraque, países como Índia, Paquistão e Israel também possuem armas de destruição em massa

O Greenpeace apoia totalmente o desarmamento do Iraque, assim como o de todas as nações que possuam armas de destruição em massa (ADM), incluindo os EUA. No entanto, ataques militares preventivos contra países que possuam ou sejam suspeitos de possuir ADM não oferecem uma garantia estável para controlar essas armas ou aboli-las. Isso implicaria em repetidas intervenções armadas contra inúmeros países. Outros países reconhecidamente possuidores de armas nucleares fora de qualquer forma de controle internacional são Índia, Paquistão e Israel; a Coréia do Norte está tentando adquiri-las. A administração Bush afirmou que pelo menos 13 países estão realizando pesquisas de armas biológicas. Será que Bush pretende atacar cada um desses países?


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Sexta-feira, Março 14, 2003

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Quarta-feira, Março 12, 2003

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Terça-feira, Março 11, 2003

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Quinta-feira, Março 06, 2003



OS LIRIOS DO MEU JARDIM

O lírio é, depois da rosa a flor preferida da literatura e das artes. Para os antigos, era o símbolo da pureza e da inocência. Segundo a mitologia grega, quando a deusa Hera amamentava seu filho Hércules, algumas gotas de leite derramaram-se no céu, formando a via-láctea, e outras gotas caíram na terra, transformando-se em lírios.


AS ORQUÍDEAS DO MEU JARDIM

Na China antiga, a flor está associada às festas da primavera, nas quais é utilizada para afastar influências perniciosas e negativas. É também um símbolo da fecundação e fertilidade. Pela sua beleza é vista como símbolo da perfeição e da pureza espiritual.

Regina Obata.

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Quarta-feira, Março 05, 2003





Roda de Oração

Budistas Tibetanos acreditam que pela rotação do canastrel de metal da roda de oração( que é recheada com um rolo de papel com orações e mantras impressos), eles acumularão méritos e karmas virtuosos que por sua vez lhes garantirão um renascimento em um dos três reinos superiores do ciclo de existência (samsara, Îkhor ba), i.e., os reinos dos deuses, semi-deuses, e seres humanos. As rodas de oração são normalmente usadas por Budistas leigos juntamente com outras práticas leigas como a recitação de mantras e a circunambulação em locais de peregrinação. Pessoas leigas, por falta de tempo, provavelmente favorecem essas práticas no lugar de práticas mais rigorosas e que demandam mais técnicas usadas pelos especialista religiosos. Cada rotação da roda é considerada ao equivalente à recitação de qualquer que seja o mantra dentro do canastrel, permitindo ao praticante rapidamente acumular o mérito necessário para se evitar sofrimento indesejáveis em vidas futuras. A rotação do canastrel é mantida pelos movimentos hábeis do punho, ajudada por um peso que é atado ao canastrel por uma corrente de arames curta

Os Poderes das Seis Sílabas

OM MANI PADME HUM

Gen Rinpoche, em seu comentário sobre o significado disse:
"O mantra Om Mani Pädme Hum é fácil de dizer e ainda assim muito poderoso, porque ele contém a essência de todo o ensinamento. Quando você diz a primeira sílaba OM lhe é agraciado uma ajuda para você alcançar perfeição na prática da generosidade. MA lhe ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura, e NI lhe ajuda a alcançar perfeição na prática da tolerância e paciência. PÄD, a quarta sílaba, lhe ajuda a alcançar perfeição da perseverança, ME lhe ajuda a alcançar perfeição na prática da concetração, e a sexta sílaba final HUM lhe ajuda a alcaçar perfeição na prática da sabedoria
Desta maneira a recitação do mantra lhe ajuda a alcançar perfeição nas seis práticas; de generosidade à sabedoria. A senda destas seis perfeições é o caminho trilhado por todos os Budas dos três tempos. O que poderia ser mais significativo do que dizer o mantra e alcançar as seis perfeições?"


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Segunda-feira, Março 03, 2003





OLHAI AS FLORES DO CAMPO

Nos rituais da natureza, o processo da vida é um constante reciclar.
O céu despeja a chuva, que beija o solo e alimenta a flor. O Homem,
contemplador deste espetáculo, aprende as lições da mãe Terra, mas
jamais conseguiu imitar tamanha perfeição.

As flores simbolizam pureza, inebriam o olhar, exalam perfume e
concedem, graciosamente, propriedades que fazem com que sejam
reverenciadas como verdadeiras dádivas divinas. Belas, singelas e
aparentemente frágeis, concentram um poder imenso, utilizado das
mais diversa maneiras, de acordo com as identidades culturais de
cada região do planeta. Há povos que transformam as flores em
deliciosos ingredientes culinários, elaborando refinadas iguarias e
criando pratos tão saborosos como atraentes e nutritivos.

Já em outras partes do mundo, essas mensageiras de boa energia
são usadas para aliviar males do corpo, em formas de chá,
compressas, infusões ou óleos essenciais para massagens.
São exploradas habilidosamente enquanto produto medicinal,
para perpetuar a beleza humana ou servem simplesmente como
complemento em cerimônias e rituais religiosos. Da magia de seus
perfumes, que os ventos primaveris espalham pelos campos, surgem
fragrâncias produzidas em larga escala para contemplar a vaidade do
Homem. O mel, que adoça e tem propriedade curativas, é outro presente
da natureza que provém da flor. As abelhas, ávidas por alimento, sugam
das flores o pólen e o transforma em produto alimentício e medicinal.

Quantos poemas não foram criados a partir da visão inspiradora
dessas obras do Criador? Quem não se sente dignificado ao
apreciar uma tela com a marca da genialidade de um Monet
ou não se extasia com a visão dos girassóis de Van Gogh?
Embelezando jardins e enternecendo almas, as flores provam,
a cada dia, porque, mais do que singelas imagens de

contemplação, significam verdadeiras fontes de bem estar.

Para Mário Bontempo, autor de Medicina Floral (Ediouro ),
as flores representam muito mais do que símbolos. Sua aplicação
terapêutica, realizada com o suporte das essências, sobretudo
por intermédio da ingestão de remédios florais e pela inalação de
extratos especiais, é um eficiente instrumento em defesa da saúde
e da felicidade das pessoas. Bontempo afirma em sua obra: ¿Os remédios
florais são resultantes do acúmulo das vibrações específicas das flores
e contêm energias sutis de alta freqüência. Para que possamos alterar
terapeuticamente os nossos corpos sutis, temos de administrar energia
que vibra em freqüências que estão além do plano físico¿.

Ao olharmos as flores, mais do que mensageiras de boas energias
que transcendem da própria beleza, com cores e formatos e infinitos,
devemos, cultivando respeito, enxergar seu interior. Talvez, isso só seja
possível se, desprovidos de racionalidade e de interesses financeiros,
formos capazes de ir muito além do jardim, vendo-as com os olhos do coração.

(Revista Bom Astral em Casa)


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